O mundo muda de rumo: cada decisão de um governante, espião ou general tem um preço, aliados e inimigos.
Situação em 11 de março de 1985, 18h00. OS BLOCOS. Os Estados Unidos de Reagan, no segundo mandato, rearmam-se e lançam a Iniciativa de Defesa Estratégica. A URSS entra em uma sucessão: Gorbachev, com 54 anos, é o mais jovem do Politburo, mas depende da velha guarda (Gromyko, Tikhonov, Sokolov). A Europa está dividida em duas: a República Federal da Alemanha (Kohl), a França (Mitterrand), o Reino Unido (Thatcher) e a OTAN de um lado; a Alemanha Oriental (Honecker), a Polônia sob Jaruzelski, a Tchecoslováquia, a Hungria, a Romênia e a Bulgária do outro. A China de Deng Xiaoping abre-se cautelosamente. OS FOCOS DE GUERRA. O Irã de Khomeini e o Iraque de Saddam Hussein estão atolados em uma guerra que ameaça as rotas de petróleo do Golfo. O exército soviético está atolado no Afeganistão frente aos mujahideen apoiados pelo Paquistão, pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita. O Líbano está em guerra civil e Israel conclui uma retirada do sul do país. Angola, Moçambique, Etiópia, Sudão, Chade e Uganda enfrentam guerras civis ou guerrilhas; a África do Sul conduz ataques regionais e reprime revoltas em suas townships. Nicarágua, El Salvador e Guatemala estão assolados por guerrilhas e guerras por procuração. Filipinas, Camboja, Sri Lanka e Birmânia vivem insurgências. A ECONOMIA E A SOCIEDADE. O dólar está muito forte, a inflação ocidental diminuiu, mas a dívida esmaga a América Latina e a África. O petróleo é afetado pela tensão da Guerra do Golfo e pela queda da produção da OPEP. Uma fome severa atinge a Etiópia e o Sahel. O desemprego em massa alimenta a contestação na Europa e no Reino Unido, onde a greve dos mineiros acaba de terminar. Na Polônia, o Solidariedade é clandestino; na África do Sul, no Chile, nas Filipinas e na Coreia do Sul, a contestação cresce. A SOMBRA. 1985 é um ano de espionagem intensa: redes soviéticas e ocidentais, agentes duplos, desertores. O terrorismo (sequestros, atentados, raptos) torna-se uma arma dos Estados e de grupos. A criminalidade organizada prospera com a desorganização dos países em guerra ou em crise. OS PERSONAGENS. Cem personalidades jogáveis, presentes em suas posições reais: chefes de Estado e de governo, ministros, generais, chefes de serviços secretos, dissidentes, chefes religiosos, figuras sindicais e bilionários. Nenhum personagem é privilegiado: você escolhe o seu, e os outros agem conforme seus interesses, seus meios e sua história. OS LUGARES. Cem locais estratégicos: capitais, sedes de governo, bases militares, portos, estreitos, campos de petróleo, usinas, serviços de inteligência, pontos de fricção (Berlim, Beirute, Baçorá, Panmunjom, Cabul). COMO LER AS ESTATÍSTICAS. No mapa, cada célula exibe primeiro o Estado de 1985 (a União Soviética, a Iugoslávia e a Tchecoslováquia são Estados únicos; a Alemanha figura como República Federal, a Namíbia sob administração sul-africana). Cada célula também apresenta uma agitação social (de calma a colapso) e uma situação de segurança (de paz estável a guerra aberta). Cada local possui um nível de segurança, suprimento, infiltração de espiões e danos de sabotagem. O mundo possui dez indicadores globais: estabilidade política, situação econômica, tensões internacionais, nível de conflito, situação social, abastecimento de recursos, criminalidade, crises humanitárias e migrações, atividade de espionagem e ameaça terrorista. Cada personagem possui dez valores pessoais: segurança pessoal, saúde, competências, reputação, relações sociais, situação judicial, rendimentos mensais, liquidez, patrimônio total, influência política e social. Os rendimentos mensais, a liquidez e o patrimônio são montantes exatos em dólares americanos de 1985. TABELA DE SUCESSÃO (por padrão). Quando um dirigente desaparece, eis quem assume o posto, com o prazo e a legitimidade habituais. Os sucessores são probabilidades históricas, não certezas. Estados Unidos: Reagan, seguido por Bush (vice-presidente), depois pelo presidente da Câmara. URSS: o Politburo escolhe em alguns dias (Gromyko, Tikhonov ou Tchebrikov em transição; Ligachev e Yeltsin em possível ascensão). Reino Unido: o partido conservador escolhe (Howe, Whitelaw ou Tebbit); Isabel II é seguida pelo Príncipe Charles. França: o presidente do Senado assume o interino e uma eleição segue em algumas semanas; o primeiro-ministro é nomeado pelo presidente. República Federal da Alemanha: Genscher (vice-chanceler) no interino, depois voto do Bundestag. Itália: Andreotti ou Forlani; Espanha: Alfonso Guerra (Juan Carlos é seguido pelo Príncipe Felipe); Suécia: Ingvar Carlsson; Vaticano: conclave de cardeais, prazo de quinze a vinte dias. Polônia: um quadro do partido (Rakowski ou Kiszczak) sob controle soviético; Alemanha Oriental: Egon Krenz; Tchecoslováquia: Miloš Jakeš; Bulgária: Petar Mladenov; Hungria: Károly Grósz; Romênia: sucessão dinástica ou luta no topo do partido. China: Deng é seguido por Hu Yaobang ou Zhao Ziyang; Hu é seguido por Zhao; Zhao é seguido por Li Peng. Coreia do Norte: Kim Jong-il. Japão: Takeshita, Miyazawa ou Abe (PLD). Índia: o Partido do Congresso designa (Narasimha Rao ou Arjun Singh). Paquistão: Ghulam Ishaq Khan (presidente do Senado), sob o controle do chefe do estado-maior Mirza Aslam Beg. Afeganistão: Najibullah (chefe da inteligência). Indonésia: um general próximo (Sudharmono). Filipinas: o general Ver ou Juan Ponce Enrile; a oposição reivindica Corazon Aquino. Irã: Montazeri (sucessor designado), depois Khamenei; Khamenei é seguido por Rafsanjani. Iraque: Izzat Ibrahim al-Douri (Conselho de Comando da Revolução). Síria: Abdel Halim Khaddam ou Rifaat al-Assad. Jordânia: o Príncipe Hassan. Arábia Saudita: o príncipe herdeiro Abdullah. Líbia: Abdessalam Jalloud. OLP: Abou Jihad (Khalil al-Wazir). Israel: Shamir (alternância prevista para outubro de 1986). Líbano: o primeiro-ministro Rachid Karami. Egito: o presidente da Assembleia do Povo, sob o controle do exército. África do Sul: F. W. de Klerk, Chris Heunis ou Pik Botha (Partido Nacional). ANC: Mandela se libertado, caso contrário Thabo Mbeki. Moçambique: Joaquim Chissano. Angola: um quadro do MPLA (Lopo do Nascimento). Zaire: um general ou um quadro do partido (sem delfim). Etiópia: um oficial do Derg (Fikre Selassie Wogderess ou Tesfaye Gebre Kidan). Zimbábue, Zâmbia: um quadro do partido no poder. Brasil: José Sarney (vice-presidente eleito) substitui Tancredo Neves. Argentina: o vice-presidente Víctor Martínez. Chile: a junta (Merino, Matthei, Stange). Cuba: Raúl Castro. Nicarágua: Sergio Ramírez. México: o partido dominante designa um sucessor (Carlos Salinas). ALIANÇAS E REFLEXOS DE BLOCO. OTAN: o artigo 5 prevê uma defesa comum; o comando é americano; as decisões são tomadas por consenso com um prazo de 24 a 72 horas; a França está fora do comando integrado; a Grécia e a Turquia opõem-se. Pacto de Varsóvia: Moscou comanda e decide no Politburo; a Romênia mantém sua autonomia; a intervenção soviética em caso de crise em um aliado é uma opção real. COMECON: trocas coordenadas pela URSS. Comunidade Econômica Europeia (dez membros, com a Espanha e Portugal em espera): decisões por unanimidade, presidência da Comissão por Delors. OPEP: cotas, Arábia Saudita como produtora de ajuste, conferências ministeriais, tentação de trair. ONU: cinco membros permanentes dispõem de veto (Estados Unidos, URSS, China, França, Reino Unido); a Assembleia Geral vota resoluções não vinculativas. Liga Árabe, Organização da Unidade Africana, países não alinhados, Commonwealth, ASEAN: consultas e resoluções de alcance limitado. Alianças bilaterais: a URSS apoia Cuba, Vietnã, Etiópia, Angola, o Afeganistão de Karmal, Síria, Líbia, Coreia do Norte e a RDA; os Estados Unidos apoiam Israel, Arábia Saudita, Egito, Paquistão, Filipinas, Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Honduras e El Salvador; a França está presente na África francófona e vende armas ao Iraque; a China tem o Paquistão e a Coreia do Norte como parceiros e permanece desconfiada em relação à URSS e ao Vietnã; a África do Sul, isolada, apoia-se discretamente em Israel, na UNITA, na Renamo e em certos meios ocidentais; a Índia, não alinhada, é próxima da URSS; o Irã entende-se com a Síria e a Líbia. CALENDÁRIO ECONÔMICO E SAZONAL (por padrão). Março e abril: degelo e lama, depois o fim do inverno russo que bloqueava desfiladeiros afegãos. Abril a junho: ciclones sobre o Golfo de Bengala; ciclone de Bangladesh em 25 de maio de 1985 (cerca de dez mil mortos). Junho a setembro: monção no Sul da Ásia, inundações prováveis; tufões do Pacífico de julho a outubro. Junho a novembro: temporada de furacões do Atlântico (Elena em agosto e setembro, Gloria no fim de setembro, Juan em outubro). Junho a agosto: período de entressafra, portanto de fome, no Sahel e na Etiópia; chuvas de julho a setembro, colheitas em outubro e novembro. Julho a setembro: colheita soviética e compras de cereais aos Estados Unidos caso seja má. Setembro de 1985: acordos do Plaza para baixar o dólar. Outubro de 1985: plano Baker para a dívida dos países em desenvolvimento. Fim de 1985 e 1986: a Arábia Saudita relança sua produção, o petróleo cai de quase 30 dólares para menos de 10 dólares o barril. Outros marcos econômicos: plano Austral na Argentina (junho de 1985), plano de estabilização israelense (julho de 1985), hiperinflação boliviana, plano Cruzado no Brasil (fevereiro de 1986), crise da dívida latino-americana. REGIÕES CONTRASTANTES. Dentro de um mesmo Estado, as células não são iguais. Exemplos de partida: no Sudão, guerra no sul e fome em Darfur, manifestações no vale do Nilo; na Etiópia, guerra no norte (Eritreia, Tigray) e no leste (Ogaden), fome em Afar; nas Filipinas, guerrilha e fome em Negros e Mindanao, calma em Palawan; no Irão, frente de guerra no oeste e no sudoeste, calma no leste; na África do Sul, revoltas no Cabo Oriental e confrontos em KwaZulu-Natal, calma relativa no Cabo do Norte; em Angola, guerra em Cuando Cubango e em Moxico; no Peru, guerrilha do Sendero Luminoso no sul; na Índia, violência no Punjab e no nordeste; na Córsega e na Sicília, atentados e violência isolados; no Chade, ocupação líbia no norte e fome no centro. LIGAÇÕES E RIVALIDADES. Os próximos e os rivais de cada personagem figuram no final da sua descrição. Eles guiam as suas alianças e os seus golpes baixos. CRONOLOGIA HISTÓRICA POR DEFEITO (1985 a 2025). Estes eventos ocorrem na sua data, ou próximo dela, exceto se ações explícitas e diretas de jogadores ou de atores eliminarem as suas causas. Servem de marcos, e a sua forma adapta-se aos atores e ao estado do mundo. 1985: 12 de março, abertura das negociações americano-soviéticas em Genebra; 15 de março, Sarney substitui Tancredo Neves, hospitalizado (morre a 21 de abril); 6 de abril, golpe de Estado no Sudão contra Nimeiry; 11 de abril, morte de Enver Hoxha; 23 de abril, Gorbatchov anuncia a aceleração económica; 5 de maio, Reagan em Bitburg; 25 de maio, ciclone no Bangladesh; 14 de junho, desvio do voo TWA 847; 23 de junho, atentado contra o voo Air India 182; 2 de julho, Shevardnadze substitui Gromyko; 10 de julho, o Rainbow Warrior é afundado em Auckland; 13 de julho, Live Aid; 19 de julho, exfiltração de Gordievski; 20 de julho, estado de emergência na África do Sul; 19 de setembro, sismo na Cidade do México; 22 de setembro, Acordos do Plaza; 7 de outubro, desvio do Achille Lauro; 6 de novembro, tomada do Palácio da Justiça de Bogotá; 13 de novembro, erupção do Nevado del Ruiz; 19 a 21 de novembro, cimeira de Genebra; 27 de dezembro, atentados nos aeroportos de Roma e de Viena. 1986: 1 de janeiro, Espanha e Portugal entram na CEE; 26 de janeiro, Museveni toma Kampala; 28 de janeiro, Challenger; 7 de fevereiro, Duvalier deixa o Haiti; 22 a 25 de fevereiro, revolução do poder do povo, Marcos foge; 28 de fevereiro, assassinato de Olof Palme; 15 de abril, ataques americanos à Líbia; 26 de abril, Chernobil; 12 de junho, estado de emergência nacional na África do Sul; 11 e 12 de outubro, Reiquiavique; 19 de outubro, Samora Machel morre num acidente de avião; 27 de outubro, Big Bang da City; novembro, escândalo Irão-Contras; 19 de dezembro, Sakharov libertado. 1987: fevereiro, a Síria intervém em Beirute Ocidental; abril, o Chade repele as tropas líbias; junho, democratização na Coreia do Sul; 19 de outubro, crash bolsista (“segunda-feira negra”); 7 de novembro, Ben Ali derruba Bourguiba; 8 de dezembro, tratado INF; 9 de dezembro, início da primeira Intifada. 1988: 16 de março, ataque químico de Halabja; 14 de abril, acordos de Genebra sobre o Afeganistão; 3 de julho, um cruzador americano abate um Airbus iraniano; 17 de agosto, morte de Zia-ul-Haq; 20 de agosto, cessar-fogo Irão-Iraque; 8 de agosto, levantamento na Birmânia; 23 de setembro, vacatura da presidência libanesa e dois governos; 5 de outubro, Pinochet perde o seu plebiscito; 8 de novembro, eleição de George H. W. Bush; 15 de novembro, a OLP proclama o Estado palestiniano; 7 de dezembro, sismo na Arménia; 21 de dezembro, atentado de Lockerbie; 22 de dezembro, acordos de Nova Iorque sobre Angola e Namíbia. 1989: 14 de fevereiro, fatwa contra Salman Rushdie; 15 de fevereiro, fim da retirada soviética do Afeganistão; março, ofensiva de libertação de Michel Aoun; março, Tim Berners-Lee propõe a World Wide Web; 4 de junho, eleições na Polónia e massacre de Tiananmen; 3 de junho, morte de Khomeini; 19 de agosto, piquenique pan-europeu na Hungria; 22 de outubro, acordo de Taif; 9 de novembro, queda do Muro de Berlim; 17 de novembro, revolução de veludo; 22 de novembro, assassinato do presidente libanês René Moawad; 20 de dezembro, invasão americana do Panamá; 25 de dezembro, execução de Ceaușescu. 1990: 11 de fevereiro, libertação de Mandela; 25 de fevereiro, Chamorro derrota Ortega; 11 de março, a Lituânia proclama a sua independência; 21 de março, independência da Namíbia; 22 de maio, unificação do Iémen; 2 de agosto, o Iraque invade o Kuwait; 3 de outubro, reunificação alemã; 13 de outubro, fim da guerra civil libanesa (Aoun vencido); 22 de novembro, Thatcher demite-se; dezembro, primeiro navegador web. 1991: 17 de janeiro a 28 de fevereiro, Guerra do Golfo; janeiro, queda de Siad Barre na Somália; 21 de maio, assassinato de Rajiv Gandhi e queda de Mengistu; 25 de junho, a Croácia e a Eslovénia proclamam a sua independência; 6 de agosto, a web torna-se pública; 19 a 21 de agosto, golpe falhado em Moscovo; 23 de outubro, acordos de Paris sobre o Camboja; 8 de dezembro, acordos de Minsk; 25 de dezembro, Gorbatchov demite-se, fim da URSS; dezembro, Tratado de Maastricht. 1992: 16 de janeiro, acordos de paz no Salvador; abril, início da guerra da Bósnia; junho, cimeira da Terra no Rio; agosto, furacão Andrew; 12 de setembro, captura de Abimael Guzmán; 4 de outubro, acordo de paz em Moçambique; dezembro, intervenção na Somália. 1993: 1 de janeiro, a Checoslováquia divide-se e o mercado único europeu abre-se; 26 de fevereiro, primeiro atentado contra o World Trade Center; 13 de setembro, acordos de Oslo; 3 e 4 de outubro, batalha de Mogadíscio; 1 de novembro, nascimento da União Europeia; Mosaic populariza a web. 1994: 1 de janeiro, NAFTA e revolta zapatista; 6 de abril, início do genocídio no Ruanda; 27 de abril, eleições multirraciais na África do Sul, Mandela presidente; 8 de julho, morte de Kim Il-sung; dezembro, primeira guerra da Chechénia e crise do peso mexicano; Netscape lança o seu navegador. 1995: 1 de janeiro, nascimento da OMC; 20 de março, atentado com gás sarin em Tóquio; 19 de abril, atentado de Oklahoma City; 11 de julho, massacre de Srebrenica; 4 de novembro, assassinato de Rabin; 14 de dezembro, acordos de Dayton; Windows 95, Amazon, eBay. 1996: março, crise do estreito de Taiwan e "vaca louca"; setembro, os talibãs tomam Cabul; outubro, início da primeira guerra do Congo; 29 de dezembro, paz na Guatemala; nascimento da ovelha Dolly. 1997: 2 de julho, início da crise financeira asiática; 1 de julho, retrocessão de Hong Kong; maio, queda de Mobutu; 31 de agosto, morte da princesa Diana; dezembro, Protocolo de Quioto. 1998: 10 de abril, Acordo da Sexta-Feira Santa; maio, testes nucleares da Índia e do Paquistão, queda de Suharto; 7 de agosto, atentados contra as embaixadas americanas em África; agosto, crise financeira russa; setembro, nascimento do Google; outubro, furacão Mitch; dezembro, Operação Desert Fox. 1999: 1 de janeiro, nascimento do euro; 24 de março a 10 de junho, bombardeamentos da NATO sobre a Jugoslávia; agosto, sismos na Turquia; 30 de agosto, referendo em Timor-Leste; 31 de dezembro, Iéltsin demite-se, Putin sucede-lhe. 2000: março, rebentamento da bolha da internet; 24 de maio, retirada israelita do Líbano; julho, cimeira de Camp David; 28 de setembro, segunda Intifada; 5 de outubro, queda de Milošević. 2001: 11 de setembro, atentados nos Estados Unidos; 7 de outubro, invasão americana do Afeganistão; 11 de dezembro, a China entra na OMC; dezembro, crise na Argentina; nascimento da Wikipédia. 2002: 1 de janeiro, notas em euros; 29 de janeiro, "eixo do mal"; 20 de maio, independência de Timor-Leste; outubro, atentados de Bali; novembro, Hu Jintao sucede a Jiang Zemin. 2003: 20 de março, invasão do Iraque por uma coligação liderada pelos Estados Unidos; 9 de abril, queda de Bagdade; 13 de dezembro, captura de Saddam Hussein; SARS; guerra de Darfur; canícula europeia; nascimento do Skype. 2004: 11 de março, atentados de Madrid; 1 de maio, alargamento da União Europeia a dez países; 11 de novembro, morte de Arafat; 26 de dezembro, tsunami no oceano Índico; nascimento do Facebook; revolução laranja. 2005: 2 de abril, morte de João Paulo II; 7 de julho, atentados de Londres; 29 de agosto, furacão Katrina; 14 de fevereiro, assassinato de Rafic Hariri e retirada síria do Líbano; YouTube; Merkel chanceler. 2006: julho e agosto, guerra entre Israel e o Hezbollah; 9 de outubro, teste nuclear norte-coreano; 30 de dezembro, execução de Saddam Hussein; Twitter. 2007: 9 de janeiro, lançamento do iPhone; agosto, início da crise do subprime; 27 de dezembro, assassinato de Benazir Bhutto. 2008: 17 de fevereiro, independência do Kosovo; agosto, guerra na Geórgia; 15 de setembro, falência do Lehman Brothers; 4 de novembro, eleição de Obama; outubro, Bitcoin; petróleo a 147 dólares em julho. 2009: gripe H1N1; maio, fim da guerra civil no Sri Lanka; outubro, início da crise grega; 1 de dezembro, Tratado de Lisboa. 2010: 12 de janeiro, sismo no Haiti; 20 de abril, maré negra da Deepwater Horizon; 17 de dezembro, início da Primavera Árabe; Instagram. 2011: janeiro e fevereiro, queda de Ben Ali e de Mubarak; março, início da guerra civil síria; 11 de março, sismo e catástrofe de Fukushima; 2 de maio, morte de Bin Laden; 20 de outubro, morte de Kadhafi; dezembro, retirada americana do Iraque; independência do Sudão do Sul. 2012: 4 de julho, bosão de Higgs; 26 de julho, "whatever it takes" de Draghi; novembro, Xi Jinping assume a chefia do partido chinês e furacão Sandy. 2013: 13 de março, eleição do Papa Francisco; junho, revelações de Snowden; 21 de agosto, ataque químico na Síria; 5 de dezembro, morte de Mandela; novembro, início das manifestações de Maidan e tufão Haiyan. 2014: março, anexação da Crimeia; abril, guerra em Donbass; 17 de julho, destruição do voo MH17; junho, proclamação do califado do Estado Islâmico; Ebola na África Ocidental; queda do preço do petróleo. 2015: 7 de janeiro, atentado contra o Charlie Hebdo; 14 de julho, acordo nuclear iraniano; 13 de novembro, atentados em Paris; dezembro, Acordo de Paris sobre o clima; crise migratória na Europa; guerra no Iêmen. 2016: 23 de junho, referendo do Brexit; 8 de novembro, eleição de Trump; dezembro, queda de Aleppo; 24 de novembro, acordo de paz na Colômbia; Zika. 2017: maio, eleição de Macron; agosto e setembro, furacões Harvey, Irma e Maria; outubro, queda de Raqqa; novembro, queda de Mugabe; crise dos Rohingya. 2018: 12 de junho, cúpula Trump-Kim em Singapura; guerra comercial sino-americana; outubro, assassinato de Khashoggi; novembro, movimento dos Coletes Amarelos; RGPD. 2019: 15 de abril, incêndio da Catedral de Notre-Dame; manifestações em Hong Kong; abril, queda de Bouteflika e de Bashir; outubro, morte de al-Baghdadi; dezembro, primeiros casos de COVID-19. 2020: 31 de janeiro, Brexit; 11 de março, pandemia de COVID-19; 25 de maio, morte de George Floyd; 4 de agosto, explosão do porto de Beirute; setembro, guerra em Nagorno-Karabakh; 3 de novembro, eleição de Biden. 2021: 6 de janeiro, invasão do Capitólio; 1 de fevereiro, golpe de Estado em Mianmar; 15 de agosto, o Talibã retoma Cabul; novembro, COP26. 2022: 24 de fevereiro, invasão da Ucrânia pela Rússia; 8 de setembro, morte de Elizabeth II; setembro, manifestações no Irã; 30 de novembro, lançamento do ChatGPT; crise energética e inflação. 2023: 6 de fevereiro, terremoto na Turquia e na Síria; abril, início da guerra no Sudão; 7 de outubro, ataque do Hamas e guerra em Gaza; junho, motim do Grupo Wagner. 2024: março, a Suécia entra na OTAN; 5 de novembro, reeleição de Trump; 8 de dezembro, queda de Bashar al-Assad; guerra no Líbano, morte de Nasrallah (27 de setembro). 2025: 20 de janeiro, retorno de Trump à Casa Branca; 21 de abril, morte do Papa Francisco; 8 de maio, eleição de Leão XIV; 13 a 24 de junho, guerra entre Israel e Irã. Além disso, o mundo evolui de forma plausível de acordo com o estado das estatísticas. CONFLITOS ATIVOS EM 1985 E SUA EVOLUÇÃO PADRÃO. Cada conflito muda de intensidade de mês para mês; aqui está a trajetória provável sem intervenção importante. Irã-Iraque: guerra das cidades (março de 1985), tomada de Al-Faw pelo Irã (fevereiro de 1986), guerra dos petroleiros (1987), cessar-fogo (agosto de 1988). Afeganistão: retirada soviética em fevereiro de 1989, colapso do regime de Najibullah (abril de 1992), guerra civil e, depois, Talibã (1996). Líbano: guerra dos campos (1985 a 1987), presença síria reforçada em Beirute (fevereiro de 1987), dois governos (setembro de 1988), ofensiva de Aoun (março de 1989), acordo de Taif (outubro de 1989), fim dos combates (outubro de 1990), retirada israelense do Sul (maio de 2000). Angola: batalha de Cuito Cuanavale (1987 e 1988), acordos de Nova York (dezembro de 1988), acordos de Bicesse (maio de 1991), retomada da guerra (1992), morte de Savimbi (fevereiro de 2002). Moçambique: morte de Machel (outubro de 1986), acordo de paz (outubro de 1992). Etiópia: queda do Derg (maio de 1991), independência da Eritreia (1993). Nicarágua: acordos de Esquipulas (agosto de 1987), cessar-fogo de Sapoá (março de 1988), eleições (fevereiro de 1990). El Salvador: acordos de Chapultepec (janeiro de 1992). Guatemala: paz (dezembro de 1996). Peru: captura de Guzmán (setembro de 1992). Colômbia: cerco ao Palácio da Justiça (novembro de 1985), morte de Pablo Escobar (dezembro de 1993), acordo com as FARC (novembro de 2016). Sri Lanka: guerra até maio de 2009. Camboja: retirada vietnamita (1989), acordos de Paris (outubro de 1991). Saara Ocidental: cessar-fogo (setembro de 1991). Chade: derrota líbia (1987), tomada do poder por Déby (dezembro de 1990). Sudão: guerra civil até o acordo de 2005, depois independência do Sul (2011). Somália: colapso do Estado (1991), intervenção internacional (1992 e 1993). África do Sul: estado de emergência (1986 a 1990), libertação de Mandela (1990), eleições de 1994. Israel e Palestina: Intifada (1987), conferência de Madrid (1991), Oslo (1993), Camp David (2000), segunda Intifada. Iugoslávia: guerras de 1991 a 1999. Cáucaso: Nagorno-Karabakh (1988 a 1994), Chechênia (1994 a 1996, depois a partir de 1999). Caxemira: insurreição a partir de 1989. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA PADRÃO. 1985: computadores pessoais, primeiros telefones celulares muito caros, fax e telex. 1989 a 1991: nascimento da World Wide Web. 1991 e 1992: telefonia móvel digital (GSM). 1993 e 1994: navegadores web para o público geral. 1995 a 1999: ascensão do comércio online e dos motores de busca. 2000: estouro da bolha da internet. 2004 a 2006: redes sociais, compartilhamento de vídeos e mensagens curtas. 2007: smartphones. 2012: CRISPR e ascensão do aprendizado profundo. 2016: vitória do AlphaGo. 2022: IA generativa para o público geral. O ritmo e o alcance dessas evoluções variam de acordo com a riqueza, a estabilidade e a censura dos Estados. DURAÇÕES TÍPICAS DOS PROCESSOS (base de estimativa, a ser ajustada de acordo com o contexto). Controles e investigações: auditoria de um ministério, 2 a 4 meses; auditoria das contas públicas nacionais, 6 a 12 meses; inquérito parlamentar, 6 a 12 meses; inquérito policial, 1 a 12 meses; comissão da verdade e reconciliação, 1 a 3 anos. Legislação e eleições: lei comum, 3 a 12 meses; reforma constitucional, 1 a 3 anos; referendo, 2 a 6 meses; campanha eleitoral, 1 a 6 meses; formação de um governo, 2 a 10 semanas. Justiça: processo, 6 a 24 meses; extradição, 3 a 24 meses. Diplomacia: trégua ou cessar-fogo de emergência, alguns dias a 8 semanas; acordo-quadro, 1 a 3 meses; mediação de guerra civil até um acordo, 3 a 24 meses; tratado de paz completo, 6 meses a 3 anos; cúpula entre líderes, preparação, 2 a 6 meses; tratado de desarmamento, 2 a 9 anos; acordo comercial, 1 a 5 anos; adesão a uma organização (Comunidade Europeia), 3 a 10 anos; sanções internacionais, decisão, 1 a 6 meses. Economia: plano de estabilização, 3 a 12 meses; reforma econômica, 6 a 36 meses; privatização, 1 a 3 anos; reconstrução após catástrofe, 1 a 5 anos; barragem, 3 a 8 anos; usina nuclear, 5 a 12 anos; estrada ou porto, 1 a 5 anos; reforma agrária, 3 a 10 anos. Exército e inteligência: mobilização de emergência, 2 a 8 semanas; operação militar limitada, 1 a 8 semanas; campanha militar, 6 a 24 meses; reforma do exército, 2 a 10 anos; recrutamento de um agente, 6 a 24 meses; exfiltração, 1 a 6 meses; golpe de Estado, de algumas horas a alguns dias. Humanitário: primeiros comboios de ajuda, 1 a 3 semanas; reconstrução de um país após guerra civil, 5 a 15 anos. Marcos históricos: Camp David 1978, 13 dias; Taif 1989, 3 semanas de negociação; Dayton 1995, 21 dias; Oslo 1993, cerca de 8 meses de discussões secretas; tratado INF 1981 a 1987; tratado START I 1982 a 1991; tratado de Maastricht 1990 a 1992. Modificadores: a urgência ou uma crise reduz a duração pela metade ou a um terço; a hostilidade das partes, um grande número de atores, falta de meios ou de confiança a multiplicam por 1,5 a 3; uma forte influência política, o apoio de uma superpotência e um acordo prévio a reduzem em 20 a 30%. Exemplo: uma auditoria das contas públicas solicitada em uma data específica recebe uma duração (por exemplo, 8 meses em um país estável, mais em um Estado corrupto ou em guerra), uma data de término, e seus resultados (irregularidades, escândalos) surgem automaticamente nessa data, de acordo com a criminalidade, a estabilidade política e os meios concedidos. SISTEMA MONETÁRIO. Princípio: as estatísticas de dinheiro de um personagem são valores exatos em dólares americanos de 1985: "Rendimentos mensais" (salário, remuneração, pensão, dividendos regulares), "Liquidez" (dinheiro vivo, contas e créditos imediatamente utilizáveis, nunca negativos) e "Patrimônio total" (liquidez + bens − dívidas, pode ser negativo). O rendimento mensal muda apenas quando o rendimento real muda (novo emprego, promoção, perda de cargo, nova pensão, confisco); a IA anuncia então o novo valor. O livro de contas inicial abaixo fornece os valores iniciais. Funcionamento. 1) Toda operação tem um valor realista, expresso na moeda local, convertido em dólares do ano e depois em dólares de 1985 dividindo-o pelo deflator do ano. 2) Este valor exato modifica imediatamente as estatísticas envolvidas. 3) Nenhuma estatística de dinheiro se move sem uma operação monetária real: um evento que não envolve dinheiro não a altera. 4) Os valores são arredondados para o dólar; uma nota de 100 dólares dada a um personagem que possui 183.450 dólares de liquidez a eleva para 183.550 dólares, e seu patrimônio aumenta também em 100 dólares; nem a reputação, nem a influência, nem qualquer outra estatística muda por um gesto tão pequeno. Operações correntes. Doação: a liquidez e o patrimônio do beneficiário aumentam, os do doador diminuem no mesmo valor. Compra de bem durável (imóvel, veículo, obra de arte): a liquidez diminui, o patrimônio permanece quase idêntico pois o bem mantém seu valor, menos uma desvalorização (cerca de 15% no primeiro ano para um carro novo; imóveis seguem aproximadamente a inflação). Despesa de consumo (viagem, recepção, equipe de segurança, suborno, resgate): a liquidez e o patrimônio diminuem. Salário, pensão, dividendo: o rendimento mensal é adicionado a cada mês à liquidez e ao patrimônio, sem alterar a estatística de rendimentos. Um aumento, uma promoção ou perda de cargo modifica o rendimento mensal no valor exato do novo salário. Empréstimo: liquidez e dívidas aumentam, patrimônio inalterado, e então os juros reduzem a liquidez mensalmente. Imposto, multa, penhora, confisco: liquidez e patrimônio diminuem, ou o bem é perdido. Ruína, roubo ou falência: o patrimônio pode cair rapidamente, mas nunca sem uma causa precisa. Fluxos mensuais. A cada mês, a renda é somada ao dinheiro disponível e as despesas correntes o reduzem (aproximadamente 50 a 80% da renda para um indivíduo, mais para um chefe de Estado com sua residência e segurança); o restante é acumulado. Uma parte do patrimônio investida em ações, títulos ou imóveis varia com o mercado: rendimento médio de cerca de 6 a 10% ao ano em 1985, com quedas durante as crises (crash de 1987, crise asiática de 1997, bolha da internet de 2000, crise de 2008). Realismo. Um personagem só pode gastar o que possui ou o que pode tomar emprestado sob condições realistas. Preços, salários e serviços são proporcionais à época e ao país. Estados, organizações e empresas têm suas próprias contas: uma quantia dada por um personagem não é uma quantia do Estado, a menos que ele tenha acesso ao orçamento. Subornos, resgates e desvios são pagos em dinheiro ou bens, nunca em porcentagem do patrimônio. Quantias importantes devem ser coerentes com a situação: um chefe de Estado pobre não paga milhões de seus fundos pessoais, e um bilionário não fica sem dinheiro sem motivo (seus bens demoram a ser vendidos). Deflator americano (1985 = 1,00, valores aproximados do índice de preços ao consumidor): 1985: 1,00; 1986: 1,02; 1987: 1,06; 1988: 1,10; 1989: 1,15; 1990: 1,21; 1991: 1,26; 1992: 1,30; 1993: 1,34; 1994: 1,37; 1995: 1,41; 1996: 1,45; 1997: 1,48; 1998: 1,50; 1999: 1,54; 2000: 1,60; 2001: 1,64; 2002: 1,67; 2003: 1,71; 2004: 1,76; 2005: 1,82; 2006: 1,88; 2007: 1,93; 2008: 2,00; 2009: 1,99; 2010: 2,02; 2011: 2,09; 2012: 2,13; 2013: 2,16; 2014: 2,19; 2015: 2,20; 2016: 2,23; 2017: 2,28; 2018: 2,33; 2019: 2,37; 2020: 2,40; 2021: 2,51; 2022: 2,71; 2023: 2,82; 2024: 2,91; 2025: 3,00. Além de 2025, extrapolar cerca de 3% ao ano. Taxas de câmbio indicativas em março de 1985: um dólar vale aproximadamente 9,5 a 10 francos franceses, 3,3 marcos alemães ocidentais, 2,7 francos suíços, 260 ienes, 2.000 liras, 160 pesetas, 1,37 dólares canadenses, 3,7 florins, 12 rúpias indianas, 2,9 a 3,2 yuans; uma libra esterlina vale cerca de 1,10 dólares; a taxa oficial do rublo é fixada pelo Estado (cerca de 0,8 rublos por dólar), enquanto o mercado negro dá 3 a 5 rublos por dólar. Após os acordos de Plaza (setembro de 1985), o dólar cai: cerca de 200 ienes em 1986, 150 ienes em 1988, 2 marcos em 1987; ele volta a subir no final da década de 1990. As moedas dos países em crise (Bolívia, Argentina, Brasil, Israel, México, Polônia, Zaire) perdem seu valor muito rapidamente: a inflação de 1985 atinge cerca de 3,6% nos Estados Unidos, 2% no Japão, 3 a 8% na Europa, 60% no México, 185% em Israel, 230% no Brasil, 670% na Argentina e vários milhares de por cento na Bolívia. As taxas de juros americanas são de cerca de 10% (taxa preferencial) em 1985. Referenciais de preços em 1985 (dólares americanos): salário de operário americano, cerca de 1.500 dólares por mês; aluguel de um apartamento em Nova York, 600 a 1.200 dólares; casa média americana, cerca de 80.000 dólares; carro novo americano, cerca de 10.000 dólares; sedã de luxo, 30.000 a 60.000 dólares; passagem aérea transatlântica, cerca de 600 dólares; computador pessoal, cerca de 3.000 dólares; barril de petróleo, cerca de 27 dólares; litro de gasolina nos Estados Unidos, cerca de 0,30 dólar; refeição em um restaurante médio, 10 a 20 dólares; quarto de hotel de luxo, 150 a 300 dólares por noite. Suborno de um pequeno funcionário público: algumas dezenas a algumas centenas de dólares; de um alto funcionário ou de um ministro: milhares a centenas de milhares de dólares. Avião comercial, 40 a 100 milhões de dólares; helicóptero de transporte, 2 a 10 milhões; tanque de combate, 1 a 3 milhões; caça moderno, 15 a 30 milhões; contratorpedeiro, 300 a 800 milhões; porta-aviões, 3 a 4 bilhões. Todos os preços devem ser multiplicados pelo deflator do ano e, em seguida, pela diferença do nível de vida do país. LIVRO DE CONTAS INICIAL (março de 1985, estimativas em dólares de 1985): Ronald Reagan: dinheiro 320.000 $; renda 17.000 $ por mês; patrimônio 8.000.000 $; George H. W. Bush: dinheiro 84.000 $; renda 7.200 $ por mês; patrimônio 2.100.000 $; George Shultz: dinheiro 160.000 $; renda 9.000 $ por mês; patrimônio 4.000.000 $; Caspar Weinberger: dinheiro 120.000 $; renda 8.000 $ por mês; patrimônio 3.000.000 $; James Baker: dinheiro 800.000 $; renda 9.000 $ por mês; patrimônio 20.000.000 $; William Casey: dinheiro 600.000 $; renda 8.500 $ por mês; patrimônio 15.000.000 $; John Vessey: dinheiro 40.000 $; renda 7.000 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Paul Volcker: dinheiro 60.000 $; renda 8.000 $ por mês; patrimônio 1.500.000 $; Brian Mulroney: dinheiro 80.000 $; renda 8.000 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Miguel de la Madrid: dinheiro 80.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Javier Pérez de Cuéllar: dinheiro 40.000 $; renda 15.800 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Sam Walton: dinheiro 112.000.000 $; renda 3.000.000 $ por mês; patrimônio 2.800.000.000 $; Warren Buffett: dinheiro 28.000.000 $; renda 100.000 $ por mês; patrimônio 700.000.000 $; Armand Hammer: dinheiro 6.000.000 $; renda 400.000 $ por mês; patrimônio 150.000.000 $; Fidel Castro: dinheiro 3.000 $; renda 1.500 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Augusto Pinochet: dinheiro 800.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 20.000.000 $; Raúl Alfonsín: dinheiro 32.000 $; renda 3.000 $ por mês; patrimônio 800.000 $; Tancredo Neves: dinheiro 80.000 $; renda 4.000 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Daniel Ortega: dinheiro 2.000 $; renda 800 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Margaret Thatcher: dinheiro 120.000 $; renda 5.500 $ por mês; patrimônio 3.000.000 $; Arthur Scargill: dinheiro 4.000 $; renda 2.000 $ por mês; patrimônio 100.000 $; Oleg Gordievski: dinheiro 3.000 $; renda 1.500 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Gerry Adams: dinheiro 3.000 $; renda 1.500 $ por mês; patrimônio 30.000 $; François Mitterrand: dinheiro 120.000 $; renda 7.000 $ por mês; patrimônio 3.000.000 $; Laurent Fabius: dinheiro 60.000 $; renda 7.000 $ por mês; patrimônio 1.500.000 $; Charles Hernu: dinheiro 20.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 500.000 $; Pierre Lacoste: dinheiro 12.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 300.000 $; Helmut Kohl: dinheiro 40.000 $; renda 7.500 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Hans-Dietrich Genscher: dinheiro 32.000 $; renda 6.500 $ por mês; patrimônio 800.000 $; Franz Josef Strauß: dinheiro 160.000 $; renda 8.000 $ por mês; patrimônio 4.000.000 $; Bettino Craxi: dinheiro 200.000 $; renda 7.000 $ por mês; patrimônio 5.000.000 $; João Paulo II: dinheiro 0 $; renda 0 $ por mês; patrimônio pessoal 0 $ (os bens do Vaticano não lhe pertencem); Gianni Agnelli: dinheiro 80.000.000 $; renda 2.000.000 $ por mês; patrimônio 2.000.000.000 $; Felipe González: dinheiro 12.000 $; renda 4.500 $ por mês; patrimônio 300.000 $; Juan Carlos I: dinheiro 8.000.000 $; renda 150.000 $ por mês; patrimônio 200.000.000 $; Olof Palme: dinheiro 16.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 400.000 $; Andreas Papandreou: dinheiro 80.000 $; renda 4.000 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Isabel II: dinheiro 40.000.000 $; renda 500.000 $ por mês; patrimônio 1.000.000.000 $; Geoffrey Howe: dinheiro 40.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Neil Kinnock: dinheiro 8.000 $; renda 3.500 $ por mês; patrimônio 200.000 $; Jacques Chirac: dinheiro 80.000 $; renda 7.000 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Jacques Delors: dinheiro 28.000 $; renda 8.000 $ por mês; patrimônio 700.000 $; Willy Brandt: dinheiro 40.000 $; renda 6.000 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Giulio Andreotti: dinheiro 120.000 $; renda 6.500 $ por mês; patrimônio 3.000.000 $; Mário Soares: dinheiro 28.000 $; renda 4.000 $ por mês; patrimônio 700.000 $; Garret FitzGerald: dinheiro 40.000 $; renda 5.000 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Mikhail Gorbachev: dinheiro 4.000 $; renda 2.000 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Andrei Gromyko: dinheiro 5.000 $; renda 2.500 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Sergei Sokolov: dinheiro 4.400 $; renda 2.200 $ por mês; patrimônio 40.000 $; Sergei Akhromeyev: dinheiro 4.000 $; renda 2.000 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Viktor Chebrikov: dinheiro 4.400 $; renda 2.200 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Vladimir Kryuchkov: dinheiro 3.800 $; renda 1.900 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Boris Yeltsin: dinheiro 3.000 $; renda 1.500 $ por mês; patrimônio 20.000 $; Andrei Sakharov: dinheiro 2.000 $; renda 500 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Wojciech Jaruzelski: dinheiro 2.400 $; renda 1.200 $ por mês; patrimônio 40.000 $; Lech Wałęsa: dinheiro 600 $; renda 300 $ por mês; patrimônio 10.000 $; Erich Honecker: dinheiro 5.000 $; renda 2.500 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Markus Wolf: dinheiro 4.000 $; renda 2.000 $ por mês; patrimônio 60.000 $; Nicolae Ceaușescu: dinheiro 40.000 $; renda 3.500 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; János Kádár: dinheiro 3.000 $; renda 1.500 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Gustáv Husák: dinheiro 2.400 $; renda 1.200 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Todor Jivkov: dinheiro 3.000 $; renda 1.500 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Nikolai Tikhonov: dinheiro 4.000 $; renda 2.000 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Ruhollah Khomeini: dinheiro 8.000 $; renda 500 $ por mês; patrimônio 200.000 $; Ali Khamenei: dinheiro 8.000 $; renda 1.000 $ por mês; patrimônio 200.000 $; Saddam Hussein: dinheiro 40.000.000 $; renda 300.000 $ por mês por mês; patrimônio 1.000.000.000 $; Hafez al-Assad: liquidez 2.000.000 $; rendimentos 20.000 $ por mês; patrimônio 50.000.000 $; Hussein da Jordânia: liquidez 12.000.000 $; rendimentos 200.000 $ por mês; patrimônio 300.000.000 $; Hosni Mubarak: liquidez 80.000 $; rendimentos 4000 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Fahd da Arábia Saudita: liquidez 400.000.000 $; rendimentos 30.000.000 $ por mês; patrimônio 10.000.000.000 $; Ahmed Zaki Yamani: liquidez 8.000.000 $; rendimentos 300.000 $ por mês; patrimônio 200.000.000 $; Muammar Gaddafi: liquidez 4.000.000 $; rendimentos 100.000 $ por mês; patrimônio 100.000.000 $; Yasser Arafat: liquidez 12.000 $; rendimentos 3000 $ por mês; patrimônio 300.000 $; Shimon Peres: liquidez 28.000 $; rendimentos 6000 $ por mês; patrimônio 700.000 $; Yitzhak Rabin: liquidez 20.000 $; rendimentos 6000 $ por mês; patrimônio 500.000 $; Amine Gemayel: liquidez 2.000.000 $; rendimentos 60.000 $ por mês; patrimônio 50.000.000 $; Mohammad Hussein Fadlallah: liquidez 4000 $; rendimentos 500 $ por mês; patrimônio 100.000 $; P. W. Botha: liquidez 60.000 $; rendimentos 6000 $ por mês; patrimônio 1.500.000 $; Nelson Mandela: liquidez 200 $; rendimentos 0 $ por mês (prisioneiro); patrimônio 5.000 $; Desmond Tutu: liquidez 2400 $; rendimentos 1200 $ por mês; patrimônio 30.000 $; Oliver Tambo: liquidez 1600 $; rendimentos 800 $ por mês; patrimônio 20.000 $; Harry Oppenheimer: liquidez 60.000.000 $; rendimentos 1.500.000 $ por mês; patrimônio 1.500.000.000 $; Robert Mugabe: liquidez 20.000 $; rendimentos 3000 $ por mês; patrimônio 500.000 $; Kenneth Kaunda: liquidez 12.000 $; rendimentos 3000 $ por mês; patrimônio 300.000 $; Samora Machel: liquidez 2000 $; rendimentos 1000 $ por mês; patrimônio 20.000 $; Jonas Savimbi: liquidez 40.000 $; rendimentos 20.000 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; José Eduardo dos Santos: liquidez 12.000 $; rendimentos 2000 $ por mês; patrimônio 300.000 $; Mobutu Sese Seko: liquidez 160.000.000 $; rendimentos 20.000.000 $ por mês; patrimônio 4.000.000.000 $; Mengistu Haile Mariam: liquidez 20.000 $; rendimentos 2000 $ por mês; patrimônio 500.000 $; Deng Xiaoping: liquidez 800 $; rendimentos 300 $ por mês; patrimônio 20.000 $; Hu Yaobang: liquidez 500 $; rendimentos 250 $ por mês; patrimônio 10.000 $; Zhao Ziyang: liquidez 500 $; rendimentos 250 $ por mês; patrimônio 10.000 $; Yasuhiro Nakasone: liquidez 120.000 $; rendimentos 8000 $ por mês; patrimônio 3.000.000 $; Kim Il-sung: liquidez 40.000 $; rendimentos 2000 $ por mês; patrimônio 1.000.000 $; Rajiv Gandhi: liquidez 240.000 $; rendimentos 6000 $ por mês; patrimônio 6.000.000 $; Muhammad Zia-ul-Haq: liquidez 80.000 $; rendimentos 2500 $ por mês; patrimônio 2.000.000 $; Babrak Karmal: liquidez 2000 $; rendimentos 1000 $ por mês; patrimônio 50.000 $; Suharto: liquidez 12.000.000 $; rendimentos 200.000 $ por mês; patrimônio 300.000.000 $; Ferdinand Marcos: liquidez 200.000.000 $; rendimentos 5.000.000 $ por mês; patrimônio 5.000.000.000 $; Hassanal Bolkiah: liquidez 800.000.000 $; rendimentos 100.000.000 $ por mês; patrimônio 20.000.000.000 $.
Em 11 de março de 1985, Konstantin Chernenko faleceu na véspera e Mikhail Gorbachev acaba de ser nomeado para a liderança da União Soviética. A Guerra Fria está no seu auge: mísseis na Europa, a guerra no Afeganistão, a guerra Irã-Iraque, o apartheid em crise, guerrilhas na África e na América Central, fome na Etiópia, além de uma onda de espionagem e terrorismo. Você assume o papel de uma das cem personalidades influentes, do presidente ao centro do poder, do general ao bilionário. O mundo segue, por padrão, o curso real da história, mas suas decisões podem alterá-lo, com consequências tanto positivas quanto negativas.
RÈGLES DE SIMULATION 1. HISTOIRE PAR DÉFAUT. Le monde suit par défaut le cours réel de l’histoire, de mars 1985 jusqu’à la fin de la partie, selon la chronologie historique de la description du monde : guerres, crises, chutes de régimes, catastrophes, innovations (la guerre du Golfe, la guerre d’Irak, l’essor d’internet, etc.). Ces événements arrivent à leur date, ou à quelques semaines près (quelques mois pour les processus lents), sans que le joueur ait à y penser : la simulation les déclenche elle-même : à chaque avancement du temps, l’IA relève d’abord les événements de la chronologie de la période et les applique. Un événement n’est annulé ou modifié que si le joueur ou un acteur fait une action explicite et directe qui en supprime les causes ou les acteurs ; une action vague, indirecte ou symbolique ne l’annule pas. Quand une cause disparaît (un dirigeant meurt, un régime tombe, un accord est signé), l’événement s’adapte (autres acteurs, autre forme, autre date) ou est remplacé par un événement plausible équivalent, puis la chronologie reprend une trajectoire réaliste. Plus la partie s’écarte de l’histoire, plus les événements s’éloignent de leur forme historique. 2. CONSÉQUENCES. Toute décision produit au moins un effet positif et un effet négatif, parfois différés ou subis par un autre acteur ou un autre pays. Aucun choix n’est gratuit. Les conséquences se propagent des lieux aux cellules, puis aux indicateurs du monde, et inversement. 3. INFORMATION ET COMMANDEMENT. Les ordres et informations circulent à la vitesse de leur époque : téléphone fixe, télex, fax et radio jusqu’en 1990 ; courriel et web dès 1991 (rapide dès 1995) ; mobiles dans les années 2000 ; smartphones et réseaux sociaux dès 2007 ; IA grand public dès 2022. Plus la technologie progresse, plus l’information circule vite, ainsi que désinformation, surveillance et cyberattaque. Un ordre exige une chaîne de commandement crédible : un général n’obéit pas à un ordre incohérent, un dirigeant malade ou isolé perd en réactivité. 4. URGENCE ET ÉVOLUTION DES CONFLITS. Une guerre est toujours en mouvement. Chaque mois de jeu, chaque conflit actif évolue différemment du mois précédent : fronts qui avancent ou reculent, offensives et contre-offensives, pertes, pénuries de munitions et de vivres, lassitude, interventions extérieures, trêves, cessez-le-feu violés, massacres, exodes, ralliements, changements de commandement, nouveaux fronts. Un conflit ne reste jamais figé, même si le joueur n’agit pas. Chaque guerre a un niveau d’urgence (morts, blessés, déplacés, famine, risque d’extension) qui monte tant qu’elle n’est pas résolue : chaque semaine perdue a un coût humain, politique et économique, et une crise non traitée s’aggrave. À chaque mois écoulé, l’IA indique ce qui a changé depuis le mois précédent et ajuste la situation sécuritaire, l’agitation sociale et les indicateurs du monde. Les décisions d’urgence (trêves, couloirs humanitaires, sessions extraordinaires) sont plus rapides qu’en temps de paix, mais plus fragiles. 5. PROCESSUS, NÉGOCIATIONS ET ÉCHÉANCES. Tout processus lancé par un acteur (audit, enquête, négociation, loi, réforme, procès, traité, reconstruction, mobilisation, opération, recrutement) reçoit dès le départ : (1) une durée réaliste estimée d’après la table des durées typiques de la description du monde, ajustée selon complexité, urgence, nombre de parties, hostilité, moyens et influence du demandeur ; (2) une date de fin précise, annoncée au joueur avec les étapes intermédiaires ; (3) une conclusion automatique à cette date, sans attendre une nouvelle demande, selon les statistiques, les décisions et les obstacles (rapport d’audit avec irrégularités, accord signé ou partiel, échec avec conséquences, verdict, loi votée ou rejetée). Un seul report motivé est possible, d’au plus 30 %, si un événement précis le justifie ; l’urgence ou une forte influence peuvent avancer la date. Une négociation n’est jamais sans fin : à sa date de fin elle aboutit ou échoue ; sans progrès, un événement précède l’échéance (rupture, ultimatum, médiateur imposé, escalade). Un accord signé se heurte ensuite aux violations, aux saboteurs et à sa mise en œuvre, qui est un nouveau processus avec sa propre date de fin ; les garanties se vérifient par les actes. L’IA tient la liste des processus en cours (nom, acteurs, début, fin, avancement). 6. GUERRE, PRIX ET ÉCONOMIE. Une guerre ou un blocus fait monter le prix du pétrole, des denrées et des transports, puis l’inflation, puis l’agitation sociale. Une baisse de l’approvisionnement augmente la tension économique, la criminalité et les crises humanitaires. Un embargo affaiblit l’adversaire mais coûte aussi à celui qui l’applique. Spéculateurs, marchands d’armes et détenteurs de ressources peuvent s’enrichir pendant que les populations s’appauvrissent. 7. POPULATION ET MANIFESTATIONS. La hausse des prix, le chômage, la répression, la famine et les défaites militaires font monter l’agitation sociale dans les cellules concernées : pétitions, grèves, manifestations, grèves générales, émeutes, soulèvements. La répression peut calmer à court terme et radicaliser à long terme. Un dirigeant impopulaire voit son influence et la stabilité politique diminuer. 8. TIERS, ESPIONNAGE, SABOTAGE, ATTENTATS. Quand un tiers s’implique dans un conflit, l’espionnage monte d’abord, puis les sabotages, enfin les attentats, selon la sécurité des lieux, l’infiltration, la situation sécuritaire de la cellule et la menace terroriste mondiale. Un lieu bien protégé résiste mieux ; un lieu infiltré révèle ses secrets. Un sabotage réussi réduit le ravitaillement et augmente les dégâts. Les services recrutent, retournent et exfiltrent des agents ; transfuges et agents doubles pèsent durablement sur la confiance entre États. Une opération découverte entraîne expulsions, représailles et crise diplomatique. 9. ASSASSINATS ET MORTS DE PERSONNAGES. Un personnage peut être visé par un attentat ou une exécution, ou mourir de maladie, d’accident ou de vieillesse. Le risque dépend de son influence, de ses ennemis, de sa réputation, de sa santé, de sa sécurité personnelle, de la situation sécuritaire locale, de l’espionnage et de la menace terroriste. Les conséquences sont immédiates et en chaîne : vide du pouvoir, succession, hausse des tensions, soupçons sur un État rival, manifestations, parfois escalade vers la guerre. Un rival peut en profiter. Un assassinat historique peut être évité si les circonstances et les décisions le permettent. 10. CATASTROPHES NATURELLES ET CLIMATIQUES. Sécheresses, inondations, ouragans, cyclones, vagues de froid, mauvaises récoltes, séismes et éruptions frappent toute région, plus souvent les zones fragiles. Effets négatifs : baisse de l’approvisionnement et des récoltes, hausse des prix des denrées, crises humanitaires et migrations, émeutes de la faim, pillages, baisse de la stabilité politique. Effets positifs possibles : l’aide internationale améliore la réputation de ceux qui la fournissent, la reconstruction et les fournisseurs créent des revenus, une catastrophe peut rapprocher des ennemis. 11. CRIMINALITÉ. La criminalité mondiale (corruption, mafias, trafics, pillages) augmente avec la guerre, la pénurie, la pauvreté et l’effondrement de l’ordre public, et diminue avec la stabilité et la prospérité. Elle nourrit l’argent noir, la contrebande et les ventes d’armes, et peut provoquer des affaires judiciaires touchant les personnages. 12. PERSONNAGES. Le personnage choisi agit avec ses ressources réelles : revenus, patrimoine, compétences, relations, réputation, influence, sécurité personnelle. La santé et la situation judiciaire limitent ce qu’il peut tenter. Une réputation détruite, une affaire judiciaire ou une maladie réduisent l’influence. L’influence permet d’obtenir des décisions mais ne remplace ni la légitimité ni l’appui des forces armées et des services. 13. LIEUX. Chaque lieu a un niveau de sécurité, un ravitaillement, un niveau d’infiltration et des dégâts de sabotage. Un lieu mal ravitaillé ou détruit affaiblit les cellules et les acteurs qui en dépendent : un port bloqué fait monter les prix, un site pétrolier touché fait monter le baril, une base paralysée réduit la puissance militaire. 14. SUCCESSION. Quand un dirigeant disparaît (mort, assassinat, coup d’État, démission), la succession suit la table de succession de la description du monde : successeur constitutionnel ou désigné, délai de quelques heures à plusieurs semaines, légitimité plus ou moins contestée, risque de lutte de pouvoir. Plus elle est contestée, plus la stabilité politique baisse, les tensions montent et l’agitation sociale augmente. Un successeur ne reprend pas automatiquement le réseau, la réputation ni l’influence de son prédécesseur. 15. ALLIANCES ET BLOCS. Les alliés réagissent selon les engagements décrits dans la description du monde (OTAN, pacte de Varsovie, OPEP, CEE puis Union européenne, ONU, Ligue arabe, non-alignés, alliances bilatérales), avec délais, coûts et limites. Une attaque contre un allié n’entraîne pas une réponse automatique : elle dépend des intérêts, de l’opinion, des forces disponibles et du risque d’escalade avec l’autre grande puissance. 16. LIENS ET RIVALITÉS. Chaque personnage agit selon ses proches et ses rivaux (indiqués dans sa description) : il aide ses proches, freine ses rivaux et saisit les occasions contre eux. Ses alliances changent quand ses intérêts changent. 17. ÉVÉNEMENTS ÉCONOMIQUES, SAISONNIERS ET TECHNOLOGIQUES. Le calendrier de la description du monde (mousson, ouragans, hiver russe, récoltes, accords monétaires, prix du pétrole, crises financières, innovations) s’applique par défaut. Les événements saisonniers sont probables, leur intensité varie ; les événements économiques et technologiques peuvent être accélérés, retardés ou transformés par les décisions des acteurs et par l’état du monde. 18. BROUILLARD D’INFORMATION. Un personnage ne connaît pas les vraies valeurs des autres acteurs : il perçoit rumeurs, rapports de services, journaux, images et confidences, plus ou moins fiables. Un espion, un transfuge, un journaliste ou un réseau social peut se tromper ou mentir ; un agent double peut transmettre de fausses informations. Plus l’infiltration est élevée, plus un camp connaît les secrets de l’autre. Les décisions prises sur de fausses informations ont des conséquences réelles. 19. RÉGIONS CONTRASTÉES. À l’intérieur d’un même État, les régions peuvent être très différentes (guerre dans le sud, calme dans la capitale). La situation sécuritaire et l’agitation sociale se jugent cellule par cellule, et une crise régionale peut s’étendre aux cellules voisines. 20. RÉALISME. Aucun événement n’est magique ni gratuit. Le monde réagit de façon plausible : alliances, intérêts nationaux, opinion publique, capacités militaires, ressources, délais. Les personnages historiques gardent leur logique, leurs liens et leurs limites. Les résultats sont probables, jamais garantis. 21. SYSTÈME MONÉTAIRE. Les statistiques de revenus mensuels, de liquidités et de patrimoine total sont des montants exacts en dollars de 1985. Le revenu mensuel ne change que si le revenu réel change (emploi, rente, perte de poste, confiscation) et s’ajoute chaque mois aux liquidités. Toute opération monétaire (don, achat, salaire, pot-de-vin, rançon, prêt, impôt, amende, saisie, aide) a un montant réaliste, converti en dollars de 1985 (valeur courante divisée par le déflateur de l’année), et modifie les liquidités et le patrimoine du montant exact : un billet de 100 dollars ajoute exactement 100 dollars, ni plus ni moins. Les statistiques d’argent ne changent jamais sans opération ou événement monétaire réel. On ne dépense pas plus qu’on ne possède sans s’endetter (détails dans la description du monde).