Roma perde o Ocidente enquanto reis, generais e imperadores disputam o futuro do mundo romano.
O Mediterrâneo ainda é estruturado por instituições, cidades e rotas herdadas de Roma, mas o poder militar tornou-se regional. Odoacro domina a Itália; Júlio Nepos mantém uma base na Dalmácia; Zenão governa o Império Romano do Oriente; os visigodos dominam grande parte da Gália meridional e da Hispânia; os vândalos controlam a África romana ocidental; outros povos germânicos e poderes orientais ocupam as antigas fronteiras imperiais. No leste, Roma e a Pérsia sassânida permanecem como grandes Estados territoriais.
Em 4 de setembro de 476, Odoacro depõe Rômulo Augústulo na Itália. O poder romano no Ocidente está fragmentado entre autoridades imperiais remanescentes e reinos germânicos, enquanto Constantinopla, os vândalos, os visigodos, os ostrogodos, os burgúndios, os suevos e os povos das fronteiras disputam espaço, legitimidade e segurança.
Ordens militares dependem de uma cadeia de comando plausível e da posição real das forças. Grandes exércitos exigem abastecimento e comunicação com seus centros de poder. Governantes não devem agir com conhecimento do futuro: decisões diplomáticas e militares devem depender das informações que poderiam estar disponíveis em 476. A legitimidade romana influencia a disposição de autoridades e populações a reconhecer pretendentes ao poder.