Rio de Janeiro, 1974–1985: prisão, abertura política e a formação de novas redes de poder.
O cenário cobre o estado do Rio de Janeiro e áreas vizinhas representadas no mapa. O Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, é um ambiente de isolamento, violência e organização coletiva. A fusão de 1975 deixou estruturas administrativas e policiais em reorganização. Governadores, prefeitos, comandos policiais, direções penitenciárias, familiares, jornalistas e grupos de presos atuam com interesses distintos. A Falange Vermelha surge no ambiente prisional e mais tarde passa a ser associada ao nome Comando Vermelho; a Falange Jacaré representa um grupo rival ligado à Zona Norte. As fontes divergem em detalhes e o cenário identifica reconstruções dramáticas como tais.
Entre 1974 e 1985, o sistema prisional, as instituições de segurança e a vida urbana do Rio de Janeiro entram em uma transformação decisiva. Na Ilha Grande, presos comuns e presos políticos convivem em condições degradantes; no estado, a abertura política reorganiza autoridades e responsabilidades; nas cidades, redes de proteção e mercados ilegais ampliam sua influência. O resultado permanece aberto às decisões dos diferentes atores.
Decisões de segurança dependem da cadeia institucional entre governo estadual, prefeitura, polícia e administração penitenciária. A legitimidade de uma medida varia conforme seus efeitos sobre presos, familiares, moradores, imprensa e agentes públicos. A violência pode ampliar o controle imediato e, ao mesmo tempo, reduzir legitimidade e coesão institucional. Cartas, denúncias e notícias alteram a percepção pública antes de produzirem efeitos materiais. O jogo não fornece instruções operacionais sobre tráfico, armas, evasão ou corrupção; esses elementos aparecem apenas como abstrações de poder, risco e consequência.