Brasil, 28 de setembro de 1871 — escravidão, reforma imperial e a lenta ascensão do republicanismo.
O mapa representa a América do Sul em escala continental, com o Império do Brasil e os países vizinhos. No Brasil, a lei de 1871 altera expectativas econômicas e políticas sem extinguir a escravidão. A Corte, o Conselho de Ministros, o Senado, as elites agrárias, os círculos republicanos, o Exército, comerciantes e jornalistas disputam influência. As províncias possuem interesses distintos, e a distância entre portos, centros agrícolas, fronteiras e capitais condiciona a circulação de pessoas, recursos e notícias.
Na tarde de 28 de setembro de 1871, no Paço Imperial, a Princesa Isabel, Regente do Império durante a ausência de D. Pedro II, sanciona a Lei do Ventre Livre. Fazendeiros temem a erosão gradual da mão de obra escravizada, abolicionistas consideram a medida insuficiente, o Exército pós-Guerra do Paraguai reivindica maior reconhecimento e o movimento republicano começa a se organizar. O Império ainda pode durar décadas ou entrar em crise muito antes de 1889.
Ordens militares no Rio de Janeiro exigem uma cadeia de comando crível a partir de um oficial superior reconhecido. Um movimento separatista regional só se torna crível com apoio simultâneo de figuras políticas e militares locais. A adesão pública ao Partido Republicano produz custo político perante a Corte, enquanto apoios discretos podem crescer em círculos militares e provinciais. Decisões sobre a futura abolição alteram a confiança de fazendeiros, trabalhadores livres, pessoas escravizadas, comerciantes, parlamentares e autoridades.